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O Balão

O balão é constituído basicamente pelo envelope e o cesto.

O envelope é o balão propriamente dito, confeccionado em tecido de nylon rip-stop reforçado. Muito leve e super resistente, não propaga chamas e, defido a forma de sua trama e costura, impede a continuidade de um eventual rasgo.

O cesto é confeccionado em vime, que possui notável flexibilidade e resistência. Além da tripulação, transporta cilindros com gás propano (um GLP), utilizados no aquecimento do balão. Ao cesto conecta-se um potente maçarico que realiza a queima do gás.

O envelope e o cesto são conectados por cabos de aço.

A inflagem

Primeiramente é realizada a conecção e teste das mangueiras de gás e do maçarico. Em seguida, o balão é esticado em um terreno grande o suficiente e conectado ao cesto. Prossegue-se então a inflagem a frio através de um possante ventilador alimentado por gasolina.

Após o balão atingir um volume suficiente, procede-se a inflagem a quente. Para tal, o piloto controla o aquecimento interno através do maçarico e um membro da equipe limita velocidade da elevação através de uma corda presa ao topo do balão.

A Decolagem

Antes da decolagem há uma nova checagem nos equipamentos do balão e nos de comunicação com a equipe que o seguirá por terra.

Tudo ok!... então é só curtir a viagem.

O Vôo

Durante o vôo, o Piloto comanda apenas a subida e a decida do balão, através da manipulação de sua temperatura interna. O deslocamento horizontal é dado pela direção do vento. Portanto, não é possível estabelecer com precisão a rota a ser tomada, esta é apenas calculada e corrigida, procurando-se diferentes camadas de vento.

Em competições, é justamente esta capacidade de utilizar as diferentes camadas de vento para atingir o(s) objetivo(s) determinados pelo diretor técnico, que é avaliada.

Controle Vertical

Para que se mantenha uma altitude constante o maçarico é acionado em intervalos regulares com curto tempo de fogo.

Quando se deseja subir, aumenta-se o tempo de fogo e/ou encurta-se o intervalo entre as maçaricadas, aumentando assim, a temperatura interna do balão.

Já para descer, há duas maneiras: a lenta, onde reduzem-se as maçaricadas para que a temperatura caia naturalmente; e a rápida, onde é utilizado o TAP, uma espécie de válvula em forma de para-queda, que se abre no topo do balão para que o ar quente saia. O TAP é acionado através de uma corda vermelha presa ao cesto.

Vista externa do TAP:

Fechado            Aberto 


Vista interna do TAP:

         

O Pouso

Assim como em toda aeronave, o pouso é a manobra mais delicada. É principalmente devido a ele, que não é permitido voar com ventos fortes, pois o balão se desloca com a mesma velocidade do vento e não possui freio.

Durante o vôo o piloto deve estar atento a todos os possíveis campos para pouso, pois o mesmo deve ser programado com certa antecedência e, em caso de “perder um pouso”, outras alternativas devem estar em mente.

Com ventos calmos, a aterrissagem é relativamente suave. A própria vegetação é utilizada como freio e o balão toca levemente o solo, o cesto arrasta alguns metros – por vezes isto nem ocorre – e para. Aguarda-se então a equipe de resgate.

O resgate

Como o balão voa ao sabor do vento, existe a necessidade de a equipe acompanhá-lo por terra, mantendo constante comunicação via rádio com o Piloto, que informa, entre outras coisas, a localização de seu pouso para que o resgate seja feito.

 

O Balonismo é um esporte sério!

Os vôos de balão são realizados com autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), através de NOTAM.

O Balão dispõe de Prefixo próprio, Certificado de Autorização de Vôo (CAV), Certificado de Marca Experimental (CME), Relatório de Inspeção Anual de Manutenção (RIAM), Seguro Aeronáutico e tantos outros requisitos necessários e obrigatórios.

Os Pilotos possuem Certificado de Habilitação Técnica (CHT) e Certificado de Capacidade Física (CCF), expedidos pela respectiva Gerência Regional da ANAC (GER).